Autoridades investigam intoxicações por metanol após consumo de bebidas adulteradas em diversos estados.
O Brasil entrou em estado de alerta após a morte de doze pessoas em diferentes regiões do país, vítimas de bebidas adulteradas com metanol, uma substância altamente tóxica e proibida para uso em produtos destinados ao consumo humano.
As autoridades sanitárias e policiais investigam a origem dos coquetéis, que teriam sido comercializados em bares e festas populares. As primeiras análises laboratoriais confirmaram a presença de metanol em quantidades letais.
“O consumo de metanol causa danos irreversíveis ao sistema nervoso e pode levar à morte em poucas horas”, explicou um porta-voz da Vigilância Sanitária.
O Ministério da Saúde e a Anvisa reforçaram o alerta à população, pedindo atenção redobrada com bebidas de procedência desconhecida. “É fundamental que o consumidor desconfie de preços muito baixos e embalagens sem rótulo. O risco é real e pode ser fatal”, disse um técnico da agência.
A Polícia Civil abriu inquéritos em pelo menos cinco estados para rastrear os responsáveis pela fabricação e distribuição das bebidas adulteradas. A Receita Federal também participa das investigações, uma vez que há indícios de contrabando de insumos usados na produção irregular.
Especialistas afirmam que o caso expõe novamente a fragilidade da fiscalização de bebidas no país. “Enquanto houver mercado para produtos clandestinos, tragédias como essa continuarão acontecendo”, afirmou um especialista em saúde pública.
O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de campanhas educativas e punições mais severas contra a produção e o comércio de bebidas falsificadas.






